Estou realmente estupefada de como um filme pode ser tão sutil e tão bom. Eu estou longe de ser crítica de cinema - ou, inclusive, ser levada a sério quando digo que um filme é bom - mas se eu fosse pedir para que você me ouça ao menos uma vez, peço-te agora.
Completando 40 anos, “2001…” é tão atual que me dar medo. Muito além da estética, que apresenta naves espaciais e efeitos visuais ainda mais tosco que Star Wars (mas com cenas primorosas, como o andar sem gravidade da aeromoça e o exercício físico dentro da Discovery), o filme é feito para aqueles que irão conseguir enxergar além do que os olhos nos mostram. E eu não me canso de repetir que os olhos nos cegam. E com apenas 40 minutos de diálogos, em um filme de 2 horas e 20 minutos de duração, e aonde 3 minutos de respiração é crucial, é difícil acreditar que ele não foi feito para pensar…
“Você está livre para especular como quiser sobre o sentido filosófico e alegórico do filme”. Estou especulando até agora. [1, 2]
Se você não viu nada de mais no filme, eu tenho a impressão de que você não entendeu nada…
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Hoje muitos teimam que não passa um dia inventado pelo capitalismo para se comprar presentes. Bem absurdo reduzir qualquer dia propício a manifestação de amor/carinho a consumismo desenfreado. Aqueles que acreditam nisso, nem deveriam ter namorados.
Vi hoje em um programa esportivo que o dia 12 é um dia de “renovação do amor, mais uma data para renovar votos”. Acho totalmente válido. A universidade está vazia porque pessoas muito mais felizes estão nesse momento de entregando à carinhos e deixando-se serem amados. Esses são mais felizes…
Eu não tenho dor de cotovelo por estar sozinha hoje, mesmo desejando ter o alguém ao meu lado. Se você tem, o que raios você ainda está fazendo lendo isso aqui?
Àqueles que são mais felizes. Amem demais.
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“O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente”
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh’alma d’aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto… depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar
não tinha nada melhor para hoje.
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#1
Marrom é cor que só fica bonito em árvores mortas, com folhas caídas. Cai bem.
#2
Visão Metropolitana
Dois senhores de rua.
Um, parado próximo à ponte, apoiando ambas as mãos na cintura. observava o fluxo.
O outro, encostado em um pequeno arbusto, bradava sons inaudíveis, brindando o ar com o copo vazio. Erguia-o no ar e abaixava-o incessantemente.
Eu observava.
#3
Conversas de pai pra filha
“- Bob Dylan eu conheço, minha filha, eu não conheço são é (sic) esses zé-manés cantando as músicas deles, com essas calças tão apertadas… Deve ser pr’o sangue ir pr’o cérebro…”
“- … pra eles pensarem.”
“- É… vi no ‘Letra e Música’”.
#4
Tem dia que há tanta coisa pra registrar que eu fico com saudade dos dias parados. É raiva do cérebro lerdo.
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Existe um cachorro na minha rua.
Ele, sem dúvida, é o cachorro mais livre que eu já vi em toda a minha vida. Ele nunca está preso a uma coleira e raríssimas vezes o vi trancafiado em sua casa.
Todo os dias, enquanto caminho em direção ao ponto de ônibus próximo da minha casa, via-o bisbilhotando a rua. Passava ao meu lado sem me dar a mínima. Não queria gratificação, nem respeito. Ele só queria mesmo era estar ali nas redondezas.
Quando atravessava a rua, olhava para os dois lados. A pista estava vazia. Então ele simplismente desfilava até o outro lado. Se surgia algum automóvel na pista, ele acelerava o passo e dava os seus pulinhos graciosos. Aqueles que cachorros bonitos sabem dar.
Quando eu chegava perto dele, ou qualquer outra pessoa, ele não se movia. Ele não tinha medo. Ele esperava. Acho que não temia se o próximo movimento ia ser um afago ou um safanão nas orelhas. Ao contrário de muitos de nós, ele esperava pelo outro.
Nunca vi o tal cachorro metido em latas de lixos. Quando tomava banho, ele ficava imóvel na calçada de sua casa e esperava enquanto o dono ensopava-o de água e sabão.
Já faz alguns dias que não o vejo e agora em sua antiga casa reside um outro cachorro. Um bem diferente, porque esse é daqueles alegrinhos. Vai ver que de tanto passear ele acabou indo, indo, indo até se perder de vez, como muitos de nós gostaríamos de fazer.
Ele deve estar bem, pois sabia se cuidar. E mal saberá um dia que existe um texto só pra ele o tal do cachorro da minha rua.
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E hoje eu percebi que só rouba-nos os que deixamos.
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Essa pergunta me fez pensar… A vida? Há linearidade na vida? A Vida de agora definitivamente não é a mesma de alguns anos atrás. Com certeza, não é a mesma de ontem. Salvo algumas dúvidas, não é a mesma de ontem. Não é a mesma de agora!
E quer saber? Eu adoro.
Post de recomeço por saber que minha vida já não é mais a mesma de Janeiro. E nem a mesma de quando escrevi esse texto hoje a tarde.
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Janeiro 15, 2008 por Laís
Não pense antes de falar.
(volta das férias para mais férias em casa. Num lugar aonde fui bastante picada por mosquitos mas também matei alguns)
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