opinião


#1

Revelações noturnas a

Assistir tv de madrugada é bastante elucidativo, mas perturbador. Quando você ouve um teatro lotado de gaúchos berrando “ah!, eu sou gaúcho” com vontade realmente de ser separar do país, eu não sei se rio ou se choro. Perdoe-me os gaúchos. É, você mesmo. 😉

Revelações noturnas b

Conclusão de duas irmãs desoladas com o mundo musical. Você ouvir as belíssimas sílabas métricas de Charlie Brown deve ter feito Drummond dançar Créu no túmulo. Minha irmã resumiu bem: “o modernismo chutou o balde. Vinícius tentou ajudar, mas olha o que eles fizeram…”. A mim, só restou dizer que “já dizia Lulu Santos: ‘assim caminha a humanidade…'” e ela: “a passos de formiga e sem vontade”.

Revelação de última hora

Ela: porque ele faz sucesso se ele é feio, estranho e canta mal?
Eu: culpa do modernismo.
Ela: eu odeio o tropicalismo.

Acho que o movimento-antropofágico-pau-brasil tá de perna pro ar e repentinamente virou piada interna.

#2

Créu.

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O prazer das pequenas coisas é inversamente proporcional ao tempo que elas duram.

Ilustração: Romero Britto.

Depois de enfrentar a incrível fila que dava voltas pelo pátio do cinema, consegui fazer a moça entender que eu estava comprando dois ingressos para dois filmes diferenntes e que, sim, eu veria os dois sozinhas. Isso me atrasou um bocado mas consegui chegar a tempo para A Culpa é do Fidel! (La Faute à Fidel!).

É muito bom ver filmes assim no cinema porque eu não me sinto uma completa loser – assim como a moça me fez sentir por estar sozinha. Vi várias outras pessoas espalhadas, aguardando silenciosamente o início do filme. Dessa vez, a Rádio Trama não estava funcionando, e não pude ouvir pela décima vez a música que eu adoro e nunca consigo ouvir de quem é e aquela outra da Gal Costa.

Faltava uns 3 minutos para o filme começar e me entra uma mulher com 3 crianças. Eu me perguntei se era possível eles acharem que por causa da garotinha no cartaz isso era filme de criança. Burrice demais. Mas foi só começar a aparecer os nomes franceses que a turma toda se levanta e vai embora.

A comédia sem dúvida é fantástica. Os mais próximos sabem o quanto é difícil me fazer rir na frente de uma tela luminosa, mas era simplesmente impossível permanecer com lábios inertes diante dos disparates de François e do mau humor e constatações de Anne (que fez-me lembrar tão bem de mim mesma na minha infância).

O próximo filme foi Wall.e. Confesso: completamente atrasada, mas visto no cinema. A entrada é completamente diferente. Cinema lotado, cheio de crianças, pessoas ouvindo funk (já disse o quanto odeio esse celulares com mp3 baratos?) e tanta pipoca no chão. Depois de conferir perólas como crianças de coroas e boinas e ouvir um incrível diálogo sobre o cadarço do Adidas, começo a orar para que o cinema fique calado quando o filme começar. Mas percebo uma excelente qualidade em filmes com maioria infantil na platéia: são pequenos, e nunca tem um cabeção na minha frente.

Quanto ao filme, eu não vou perder muito meu tempo falando sobre ele porque todo mundo já babou, morreu, chorou e deu 5 estrelas. Eu, claro, chorei em menos de 10 minutos do filme. E nem preciso dizer que chorei de novo quando ouvi La vie en rose na voz de Louis Armstrong e me deparar com uma animação quase ecologicamente correta. Assisti a uma das comedias romanticas mais nerd possível (quer mais nerd do que se identificar com um robô?) e fiquei igual as crianças: vibrando e torcendo para wall.e conquistar eve.

Como se não bastaste, a Disney ainda me coloca um outro HAL no filme e me toca a música tema de 2001 quando o Capitão começa a andar! E nem preciso dizer que quase morri quando vi as pinturas estilo Van Gogh nos créditos finais. Com os girassóis! Pefeito.

No final, a combinação da comédia francesa e o draminha da Pixar provocaram tamanha poesia que demorei alguns minutos para digerir tudo isso. Tanto que não conseguir ouvir nada no trajeto de volta pra casa. Nem mesmo os Srs. Bird e Rice.

Domingo chato só para quem tá a fim.

Eu, profunda conhecedora de trilha sonora de rádio de lojas de departamento como a C&A, já ouvi de tudo nessa vida, em diversas fases. Mas meu começo no rock mesmo foi com a entrada da tv por assinatura daqui na minha casa. Na Mtv, tinha crises com os clips do o punk rock do Offspring e Green Day e o alternativo/psicodélico do RHCP e Foo Fighters .

Pra comemorar e matar as saudades:


Sempre penso no The Sims

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Quase choro. AMO.

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Gosto mais de Scar Tissue, mas viajo nesse clima Escher.

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Câmera lenta na falta de movimentos.

Hoje meu coração – e minha cabeça – bate para outros rocks e fica no indie e suspira folk. Daí, não tem pra ninguém: amor eterno por Shawn e Damien. Isso sem falar do vicio por Georgie James e pelo Helio Flanders.


Difícil escolher uma. Mas essa é de chorar…

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Que Raul, o quê! TOCA SHAWN!

E você? Qual o seu rock?

Feliz dia do Rock, folks. 😉

Estou realmente estupefada de como um filme pode ser tão sutil e tão bom. Eu estou longe de ser crítica de cinema – ou, inclusive, ser levada a sério quando digo que um filme é bom – mas se eu fosse pedir para que você me ouça ao menos uma vez, peço-te agora.

Completando 40 anos, “2001…” é tão atual que me dar medo. Muito além da estética, que apresenta naves espaciais e efeitos visuais ainda mais tosco que Star Wars (mas com cenas primorosas, como o andar sem gravidade da aeromoça e o exercício físico dentro da Discovery), o filme é feito para aqueles que irão conseguir enxergar além do que os olhos nos mostram. E eu não me canso de repetir que os olhos nos cegam. E com apenas 40 minutos de diálogos, em um filme de 2 horas e 20 minutos de duração, e aonde 3 minutos de respiração é crucial, é difícil acreditar que ele não foi feito para pensar…

“Você está livre para especular como quiser sobre o sentido filosófico e alegórico do filme”. Estou especulando até agora. [1, 2]

Se você não viu nada de mais no filme, eu tenho a impressão de que você não entendeu nada…

E hoje eu percebi que só rouba-nos os que deixamos.

Depois que vi o post do Sleek sobre a sua incrível jornada à Santa Inês, e depois de ganhar meu lindo ônibus personalizado numa frota de blogs de responsa, me inspirei para escrever bons destinhos aqui no meu Estado, bem em um estilinho meme.

4º Convento da Penha.
Convento

Ok, eu admito que estou indicando um lugar o qual eu nunca fui. Mas, com uma vista dessa, mesmo sem ir, dá pra dizer que é um programa de índio?vista-convento.png

3ª Praias.

Não tem como não falar de praia alguma. É claro que os mais chatos vão dizer que é muito quente, tem muita areia, muita gente… mas, é uma ótima opção para esse calor aqui de Vila Velha e Vitória.

Pra quem mora na Grande Vitória, as opções são a Praia da Costa, em Vila Velha, e as Três Praias e a famosa Praia do Morro, em Guarapari.

Praia da Costa Três PraiasPraia do Morro

Pra quem não é adepto da água fria, minha sugestão é seguir rumo ao norte e conhecer Guriri, em São Mateus, e ainda conhecer um pouco mais do Projeto Tamar.

Guriri

2º Tour de Agroturismo em Domingos Martins.

Pedra Azul

Em Domingos Martins também tem a Pedra Azul, mas cito o agroturismo porque é uma excelente opção de conhecer pessoas de todos os jeitos e ainda aproveitar e experimentar todos os tipos de doces, patês, compotas, geleias, empastos, biscoitos, frutas, embutidos, licores, vinhos, cafés, queijos… quer algo melhor? Há vários roteiros disponíveis, com locais diferentes dependendo do hotel o qual você estiver hospedado. Mas há placas indicativas em toda a rodovia que corta o trecho do agroturismo.

Agroturismo

1º Pedra da Cebola.

Foto que ilustra meu blog. Sei que pode ter reclamações do porque esse simples parque está em primeiro lugar. A resposta é simples também: é meu lugar favorito em Vitória. Fica no meio do caos do trânsito de Vitória e é um refúgio de paz, calma, lazer, crianças brincando, casais apaixonados e frescor. Se no meio de uma imensidão de concreto um pouco de verde não pode agradar você, eu não sei o que mais poderia.

Pedra da CebolaPedra da Cebola

Para ainda mais fotos, é só ir ao meu flickr.

E então? Pronto para sua viagem?

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