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Essa noite, não sei bem ainda porque, faltou luz numa região do meu bairro. Toda vez que falta energia, eu acordo imediatamente. Isso porque o ventilador para de girar. Daí, sempre levanto da cama e ando cambaleando para o quarto dos meus pais conferir se a energia realmente acabou ou meu ventilador pifou. Eu não sei porquê bem ao certo, mas sinto muita aflição de ficar sem energia elétrica. E me acalma imensamente saber que na rua de atrás tem luz. É como se o mundo não tivesse acabado por completo da escuridão. Coisas pra terapia individual, quem sabe.

Mas o que mais irrita mesmo é o barulho do silêncio. É nessas horas que se percebe o quando tem barulho em volta. Aquele zunido é de uma perturbação tão grande que eu tenho que tentar ao máximo não me concentrar nele.

Eu sou acostumada a ouvir. Seja lá o que for. Embora eu passe muito tempo em silêncio, ouví-lo não é para mim. Para minha profissão, esse ato de ouvir, escutar, é bastante importante e acabo exercitando isso demais, seja nos atendimentos, nas entrevistas, nas discussões, etc.

O problema – é que eu sempre vejo alguns problemas, percebeu? – é que, quando alguém ouve em demasia, acaba falando de menos. E eu, como todo mundo, que tenho 1 boca e 2 ouvidos, acabando falando/ouvindo na mesma proporção: 1/2. Se ouvir é um exercício, falar também é, e talvez eu esteja precisando de umas boas 3 séries de 30 para compensar a atrofia nesse músculo.

Eu até fico me perguntando o porquê de uma simples falta de energia momêntanea – porque durou menos do que 2 horas – me fez pensar tanto assim… talvez eu devesse bem comprar uns tampões de ouvidos e escutar o silêncio mais um pouco. Mas só um pouco, porque no resto, quem vai falar sou eu.

A falta de luz também me fez lembrar desse clip. É um clip gravado num local remoto (segundo procurei na web, em Greenland – Arkansas), que poderia facilmente ser caracterizado como silencioso, o que não é nem um pouco depois que eles começam a tocar. Gosto também do movimento e desaceleração.

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Quem já viu o ótimo “Conduzindo Miss Daisy” (1989) sabe o que eu quero dizer quando digo que morro de medo de sair da garagem como ela. Se alguém me assistir dando partida e sair com o carro vai ver: eu poderia fazer um remake e ser chamada somente de Miss Laís.

Exageros a parte, ontem foi um dia de vexame. Ainda bem que não perguntaram muito quando voltei mais cedo da aula e segurando o choro. Fazia tempo que não me sentia tão insegura para fazer algo.

Para quem não sabe, eu estou começando agora as aulas prática e ontem foi minha terceira aula. Faço duas por sábado, porque é o único horário que posso. E, desabafando legal, eu fiquei tão apavorada dirigindo que começei a chorar e o instrutor me levou de volta para casa. O coitado até me perguntou se ele tinha feito algo, mas não tinha sido ele.

Eu nunca tinha sentindo fisicamente uma coisa tão abstrata como “ter controle da situação”. É um descontrole tão grande que ao me ver em um veículo guiado por mim, no trânsito, com uma pessoa do lado, crianças na rua… me deu um pânico de responsabilidade que eu tive que fugir.

Passei o sábado inteiro com vergonha, mas o que se há de fazer? Fugir não é mesmo o melhor caminho, mas de onde tirar forças pra enfrentar não a responsabilidade de dirigir – porque, para quem ainda não entendeu, isso é uma metáfora – mas a responsabilidade de tanta coisa. ..

Às vezes, a gente precisa freiar, sem usar embreagem nem nada – que, aliás, odeio – e parar de vez. Desligar o carro, puxar o freio de mão (é essa a ordem?),tirar o cinto de segurança e abandonar tudo. E esperar ter alguém do lado que te mostre o caminho.


Para quem não viu, tem o filme completo no youtube, sem legendas.
A cena que falei no post é a primeira do filme e
acontece logo nos primeiros minutos do video acima.


Se eu participasse disso um dia, realizaria um dos meus mais incríveis sonhos!

E é com essa que eu volto de excelentes férias!

ps: pra quem não sabe, isso é uma “releitura” de dois excelentes vídeos do youtube: o clássico Evolution of Dance 1 e Frozen in Grand Central.


Para ler ouvindo. E depois assistir.


Eu vou-me porque não quisera amar mais, desistiu dos sonhos, de tudo o que eu fiz. Enfrentei o que antes não me importava mais, aquilo que eu, tola, afoguei.

Não quisera mais dar-me filhos do amor. Os filhos do amor eram os beijos, o abraços, as mãos dadas no escuro, os risos nos olhos, as corridas ao lugares secretos…

Morri em mim mesma e esse é um adeus. Se eu fosse jovem, fugiria dessa cidade, beberia até morrer. Assisto eles rasgarem o silêncio de nosso acampamento. Começou a estação das caças aos amores Romeu & Julieta.

update: download da música aqui.

Quem está ansioso por Capitu? Assistam e depois me digam o que achou.

Sou
Nós

Sou nós
Sou só
Só nós
Sou nós.

Sou só nós.

Sou só eu ou essa música é linda demais? CD novo do Marcelo Camelo dispensa apresentações.

update: para os mais radicais, eu sei que isso não é um hai-kai, mas não consegui pensar em um nome melhor.

Domingo chato só para quem tá a fim.

Eu, profunda conhecedora de trilha sonora de rádio de lojas de departamento como a C&A, já ouvi de tudo nessa vida, em diversas fases. Mas meu começo no rock mesmo foi com a entrada da tv por assinatura daqui na minha casa. Na Mtv, tinha crises com os clips do o punk rock do Offspring e Green Day e o alternativo/psicodélico do RHCP e Foo Fighters .

Pra comemorar e matar as saudades:


Sempre penso no The Sims

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Quase choro. AMO.

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Gosto mais de Scar Tissue, mas viajo nesse clima Escher.

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Câmera lenta na falta de movimentos.

Hoje meu coração – e minha cabeça – bate para outros rocks e fica no indie e suspira folk. Daí, não tem pra ninguém: amor eterno por Shawn e Damien. Isso sem falar do vicio por Georgie James e pelo Helio Flanders.


Difícil escolher uma. Mas essa é de chorar…

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Que Raul, o quê! TOCA SHAWN!

E você? Qual o seu rock?

Feliz dia do Rock, folks. 😉